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Como espírita, creio que a maior caridade que se possa fazer pela doutrina é sua divulgação. Portanto, criar esse blog não é somente um ato da minha vontade, mas do fato de querer levar um pouco de consolação e conforto para aqueles que não crêem que haja vida além-túmulo.
"Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: 'Irmãos! nada perece. Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade'." - O Espírito de Verdade. (Paris, 1860.)O Evangelho Segundo o Espiritismo,Cap. VI, Instrução dos Espíritos
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[Segunda-feira, Janeiro 30, 2006]
Médiuns Irresponsáveis
Manoel Philomeno de Miranda (espírito)
Associou-se indevidamente à pessoa portadora de mediunidade ostensiva à qualidade de Espírito elevado.
O desconhecimento do Espiritismo ou a informação superficial sobre a sua estrutura deu lugar a pessoas insensatas considerarem que, o fato de alguém ser possuidor de amplas faculdades medianímicas, caracteriza-se como um ser privilegiado, digno de encômios e projeção, ao mesmo tempo possuidor de um caráter diamantino, merecendo relevante consideração e destaque social.
Enganam-se aqueles que assim procedem, e agem perigosamente, porquanto, a mediunidade é faculdade orgânica, de que quase todos os indivíduos são portadores, variando de intensidade e de recursos que facultem o intercâmbio com os Espíritos, encarnados ou não.
Neutra, do ponto de vista moral, em si mesma, a mediunidade apresenta-se como oportunidade de serviço edificante, que enseja ao seu portador os meios de auto-iluminar-se, de crescer moral e intelectualmente, de ampliar os dons espirituais, sobretudo, preparando-se para enfrentar a consciência após a desencarnação.
Às vezes, Espíritos broncos e rudes apresentam admiráveis possibilidades mediúnicas, que não sabem ou não querem aproveitar devidamente, enquanto outros que se dedicam ao Bem, que estudam as técnicas da educação das faculdades psíquicas, não conseguem mais do que simples manifestações, fragmentárias, irregulares, quase decepcionantes.
Não se devem entristecer aqueles que gostariam de cooperar com a mediunidade ostensiva, porquanto a seara do amor possui campo livre para todos os tipos de serviço que se possa imaginar.
Ser médium da vida, ajudando, no lar e fora dele, exercitando as virtudes conhecidas, constitui forma elevada de contribuir para o progresso e desenvolvimento da Humanidade.
Através da palavra, oral e escrita, quantos socorros podem ser dispensados, educando-se as criaturas, orientando-as, levando-as à edificação pessoal, na condição de médium do esclarecimento?!
Contribuindo, nas atividades espirituais da Casa Espírita, pela oração e concentração durante as reuniões especializadas de doutrinação, qualquer um se torna médium de apoio.
Da mesma forma, através da aplicação dos passes, da fluidificação da água, brindando a bioenérgia, logra-se a posição de médium da saúde.
Na visita aos enfermos, mantendo diálogos confortadores, ouvindo-os com paciência e interesse, amplia-se o campo da mediunidade de esperança.
Mediante o dialogo com os aturdidos e perversos, de um ou do outro plano da vida, exerce-se a mediunidade fraternal da iluminação de consciência.
Neste mister, aguça-se a percepção espiritual e desenvolvem-se os pródromos das faculdades adormecidas, que se irão tornando mais lúcidas, a fim de serem usadas dignamente em futuros cometimentos das próximas reencarnações.
Ser médium é tornar-se instrumento; e, de alguma forma, como todos nos encontramos entre dois pontos distantes, eis-nos incursos na posição de intermediários.
Ter facilidade, porém, para sentir os Espíritos é compromisso que vai além da simples aptidão de contatá-los.
Desse modo, à semelhança da inteligência que se pode apresentar em indivíduos de péssimo caráter, que a usam egoística, perversamente, ou como a memória, que brota em criaturas desprovidas de lucidez intelectual, e perde-se, pela falta de uso, também a mediunidade não é sintoma de evolução espiritual.
Allan Kardec, que veio em nobre missão, Espírito evoluído que é, viveu sem apresentar qualquer faculdade mediúnica ostensiva, enquanto outros indivíduos do seu tempo, que exerceram a faculdade medianímica, por inferioridade moral, venderam os seus serviços, enxovalharam-na, criaram graves empecilhos à divulgação da Doutrina Espírita que, indevidamente, foi confundida com os maus exemplos desses médiuns inescrupulosos e irresponsáveis.
Certamente, o médium ostensivo, aquele que facilmente se comunica com os Espíritos, quando é dotado de sentimentos nobres e possui elevação, torna-se missionário do Bem nas tarefas a que vai convocado, ampliando os horizontes do pensamento para a imortalidade, para a vitória do ser libertado de todas as paixões primitivas.
Normalmente, e as exceções são subentendidas, os portadores de mediunidade ostensivas, porque se encontram em provações reparadoras, falham no desiderato, após o deslumbramento que provocam e a auto-fascinação a que se entregam por invigilância e presunção.
Toda e qualquer expressão de mediunidade exige disciplina, educação, correspondente conduta moral e social do seu portador, a fim de facultar-lhe a sintonia com Espíritos Superiores, embora o convívio com os infelizes, que lhe cumpre socorrer.
O médium irresponsável, porém, não é apenas aquele que, ignorando os recursos de que se encontra investido, gera embaraços e perturbações, tombando nas malhas da própria pusilanimidade, mas também, aqueloutros que, esclarecidos da gravidade do compromisso, se permitem deslizes morais, veleidades típicas do caráter doentio, terminando vitimados pelas obsessões cruéis.
Todo aquele, portanto, que deseje entregar-se ao Bem, na seara dos médiuns, conscientize-se da responsabilidade que lhe diz respeito, e, educando a faculdade, torne-se apto para o ministério, servindo sempre e crescendo intimamente com os olhos postos no próprio e no futuro feliz da sociedade.
por LÍVIA LAMBLET * 10:32 AM
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DEVER CRISTÃO
Rossi e Alves eram diretores de conhecido templo espírita e davam-se muito bem na vida particular. Afinidade profunda. Amizade recíproca. Sempre juntos nas boas obras, integravam-se perfeitamente no programa do bem.
Alves, com desapontamento, passou a saber que Rossi, nas três noites da semana sem atividades doutrinárias, era visto penetrando a porta de uma casa evidentemente suspeita, lugar tristemente adornado para encontros clandestinos de casais transviados.
Persistindo semelhante situação por mais de um mês, Alves, certa noite, informado de que o amigo entrara na casa referida, veio esperá-lo à saída. Dez, onze, meia-noite...
Alguns minutos depois de zero hora, Rossi saiu calmo e o amigo abordou-o.
- Meu caro - advertiu Alves, sisudo -, não posso vê-lo reiteradamente neste lugar. Você é casado, pai de família e, além de tudo, carrega nos ombros a responsabilidade de mentor em nossa Casa. Nada podemos condenar, mas você não ignora que álcool e entorpecentes, aí dentro, andam em bica...
Rossi a cabeça num gesto característico e observou:
- Não há nada. Estou apenas cumprindo um dever cristão.
- Dever cristão?
- Sim, a filha de um dos meus melhores amigos está freqüentando este círculo. Jovem inexperiente. Ave desprevenida em furna de lobos. Enganada por lamentável explorador de meninas, acreditou nele... Mas a batalha está quase ganha. Convidei-a a pensar. Há mais de um mês prossegue a luta. Hoje, porém, viu com os próprios olhos o logro de que é vítima. Acredito que amanhã surgirá renovada...
E ante os olhos desconfiados do amigo:
- Você sabe. É preciso agir, sem rumor, sem escândalo. Quem sabe? Talvez em futuro próximo a invigilante pequena possa encontrar companheiro digno. E ser mãe respeitada.
Alves riu-se às pampas, de maneira escarninha, e falou:
- Vou ver se é verdade.
- Não, não! Não vá! - pediu Rossi, em súplica ansiosa.
- Tem medo de ser apanhado em mentira? - disse Alves, com a suspeita no rosto.
E sem mais nem menos entrou casa a dentro, encontrando, num pequeno salão, sua própria filha chorando ao pé de um cavalheiro desconhecido.
Espírito: Hilário Silva - Médium: Waldo Vieira
Livro: A Vida Escreve, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
por LÍVIA LAMBLET * 10:32 AM
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[Sexta-feira, Janeiro 27, 2006]
Almas gêmeas: desculpa para o adultério
Autor: Josué de Freitas
O movimento espírita padece de muitos males, que precisam ser discutidos por toda a comunidade. O adultério, entre os trabalhadores, é uma dessas situações que vêm acontecendo com excessiva freqüência. Não são poucas as ocasiões em que ouvem-se histórias sobre casais que trabalham em centros espíritas e que separam-se por razões banais.
Atualmente, existe entre os espíritas uma preocupação muito grande das lideranças em discutir os princípios de família. O tema foi objeto de intensa campanha movida pela Federação Espírita Brasileira - FEB, com vários simpósios e eventos que aconteceram no país, em tempo recente. Porém, como somos seres imperfeitos, não faltam aqui e acolá, pessoas que assumem atitudes pouco éticas frente ao problema da separação, usando os meandros da filosofia doutrinária para justificarem-se.
Um desses arranjos é a questão das almas gêmeas. Alguns confrades (normalmente acontece com os homens) que se deixam abater pela rotina da vida de casado ou pelos problemas de relacionamento da vida a dois, tomam a decisão de refazerem suas vidas afetivas. Geralmente envolvem-se com outra pessoa, não raro dentro da própria casa espírita. O romance é mantido em secreto por algum tempo, mas depois, quando o caso começa a tornar-se público, apelam para a história da alma-gêmea, dizendo que a cara metade, foi finalmente encontrada. Quase sempre, a tal alma gêmea é bem mais nova que a antiga companheira.
Um caso desse tipo, foi observado por muitos espíritas do país, pois o confrade envolvido era um orador conhecido. Ele tentava explicar-se dizendo que seu casamento com a antiga mulher havia sido uma necessidade do 'carma' e que, depois de esgotada esse 'obrigação', teria encontrado sua verdadeira parceira. Ora, é muito mais honesto o sujeito admitir que não tem mais condições de viver com a antiga esposa, separar-se legalmente dela, e depois aventurar-se com quem quer que seja.
Nós, trabalhadores espíritas, estamos sujeitos às influências espirituais próprias da nossa vida pessoal. Porém, temos que levar em consideração que a elas juntar-se-ão as influências de entidades ligadas ao próprio centro onde trabalhamos e, ainda, as dos Espíritos que são inimigos da casa. Se não nos mantivermos vigilantes, será fácil esses desencarnados terem acesso em nossas fraquezas e desejos, estimulando-nos a ponto de cometermos desatinos.
É prudente a vigilância constante e o equilíbrio para enfrentarmos as dificuldades de todo casal. O fato de ser espírita não nos livra dos assédios, mas faz com que tomemos posturas mais corretas diante da vida, se a mensagem for bem aproveitada por nós. A historieta das almas gêmeas já causou muitos desarranjos entre os espíritas e não deve ser mais uma desculpa para nos deixarmos vencer por imperfeições que necessitam ser extirpadas de nossas almas.
por LÍVIA LAMBLET * 10:08 AM
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[Terça-feira, Janeiro 24, 2006]
APÓS JESUS
"E, quando o iam levando, tomaram um certo Simão, cireneu, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para que a levasse após Jesus." - (LUCAS, 23:26.)
A multidão que rodeava o Mestre, no dia supremo, era enorme.
Achavam-se ali os gozadores impenitentes do mundo, os campeões da usura, os ridicularizadores, os ignorantes, os espíritos fracos que reconheciam a superioridade do Cristo e temiam anunciar as próprias convicções, os amigos vacilantes do Evangelho, as testemunhas acovardadas, os beneficiados pelo Divino Mestre, que se ocultavam, medrosos, com receio de sacrifícios ...
Mas um estrangeiro, instado pelo povo, aceitou o madeiro, embora constrangidamente, e seguiu carregando-o, após Jesus.
A lição, entretanto, seria legada aos séculos do futuro ...
O mundo, ainda é uma Jerusalém enorme, congregando criaturas dos mais variados matizes, mas se te aproximas do Evangelho, com sinceridade e fervor, colocam-te a cruz sobre o coração.
Daí em diante, serás compelido às maiores demonstrações de renúncia, raros te observarão o cansaço e a angústia e, não obstante a tua condição de servidor, com os mesmos problemas dos outros, exigir-te-ão espetáculos de humildade e resistência, heroísmo e lealdade ao bem.
Sofre e trabalha, de olhos voltados para a Divina Luz.
Do Alto descerão para o teu espírito as torrentes invisíveis das fontes celestes, e vencerás valorosamente.
Por enquanto, a cruz ainda é o sinal dos aprendizes fiéis.
Se não tens contigo as marcas do testemunho pela responsabilidade, pelo trabalho, pelo sacrifício ou pelo aprimoramento íntimo, é possível que ames profundamente o Mestre, mas é quase certo que ainda não te colocaste, junto dele, na jornada redentora.
Abençoemos, pois, a nossa cruz e sigamo-lo, destemerosos, buscando a vitória do amor e a ressurreição eterna.
Emmanuel/Chico Xavier
Livro "Fonte Viva" - 1956
Questão 140, páginas 313 e 314.
Federação Espírita Brasileira
por LÍVIA LAMBLET * 8:37 AM
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[Segunda-feira, Janeiro 23, 2006]
MENSAGEM DO VELHO AO MOÇO
Você já foi criança um dia... mas os anos se dobraram e fizeram de você um jovem, quase um adulto...
E agora você me olha com certo desprezo só porque muitos anos se dobraram para mim e hoje eu sou um velho...
Você observa minhas mãos trêmulas e encarquilhadas e se esquece que foram as primeiras a acariciar as suas, inseguras na infância.
Critica os meus passos lentos, vacilantes, esquecendo-se de que foram eles que orientaram seus primeiros passos.
Reclama quando lhe peço para ler uma palavra que meus olhos já não conseguem vislumbrar com precisão, esquecido das várias palavras que eu repeti inúmeras vezes para que você aprendesse a falar.
Fala da lentidão das minhas decisões, esquecendo-se de que suas primeiras decisões foram por elas balizadas.
Diz que eu sou um velho desatualizado, mas eu confesso que pensei muito pouco em mim, para fazer de você um homem de bem.
Reclama da minha saúde debilitada, mas creia, muito trabalho foi preciso para garantir a sua.
Ri quando não pronuncio corretamente uma palavra, mas eu lhe afirmo que esqueci de mim mesmo, para que você pudesse cursar uma Universidade.
Diz que não possuo argumentos convincentes em nossos raros diálogos, todavia, muitas foram as vezes que advoguei em seu favor nas situações difíceis em que se envolvia.
Hoje você cresceu...
É um moço robusto e a juventude lhe empolga as horas...
Esqueceu sua infância, seus primeiros passos, suas primeiras palavras, seus primeiros sorrisos...
Mas acredite, tudo isso está bem vivo na memória deste velho cansado, em cujo peito ainda pulsa o mesmo coração amoroso de outrora...
É verdade que o tempo passou, mas eu nem me dei conta...
Só notei naquele dia... naquele dia em que você me chamou de velho pela primeira vez, e eu olhei no espelho...
Lá estava um velho de cabelos brancos, vincos profundos na face e um certo ar de sabedoria que na imagem de ontem não existia.
Por isso eu lhe digo, meu jovem, que o tempo é implacável, e um dia você também contemplará o espelho e perceberá que a imagem nele refletida não é mais a que hoje você admira...
Mas você sentirá que em seu peito o coração ainda pulsa no mesmo compasso...
Que o afeto que você cultivou não se desvaneceu...
Que as emoções vividas ainda podem ser sentidas como nos velhos tempos...
Que as palavras amargas ainda lhe ferem com a mesma intensidade...
E que apesar dos longos invernos suportados, você não ficou frio diante da indiferença dos seres que embalou na infância...
Por isso que eu lhe aconselho, meu filho:
Não ria nem blasfeme do estado em que eu estou, eu já fui o que você é, e você será o que eu sou...
Pense nisso!
Aquele que despreza seus velhos, é como galho que deixa o tronco que o sustenta tombar sem apoio.
A ingratidão para com os que nos sustentaram na infância é semente de amargura lançada no solo, para colheita futura.
Assim, façamos aos nossos velhos o que gostaríamos que nos fizessem quando a nossa idade já estiver bastante avançada.
Pensemos nisso!
Autoria: equipe do Momento Espírita
por LÍVIA LAMBLET * 5:05 PM
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[Sexta-feira, Janeiro 20, 2006]
PEDAÇO DO CÉU
Às vezes você se sente deslocado no planeta que habita, como se o Criador o tivesse jogado a esmo, e você caiu em local inóspito e infeliz...
Olha ao redor e tem a sensação de que todos estão bem encaixados, como engrenagens vivas nessa imensa máquina chamada sociedade..., menos você.
Parece até que as pessoas não o vêem, não o ouvem, e sente-se como um fantasma que se move, sem rumo e sem alegria.
E pensa que seria tão bom se você pudesse fazer parte das alegrias de todos, das conquistas alheias, das belezas da natureza que o cerca.
Seria ainda melhor se todos percebessem seus talentos, seus esforços, suas pequenas vitórias, e o amparassem nos seus dias de tristezas...
Sente que pode estar no mundo errado, no momento errado, com as pessoas erradas, e talvez fosse mais feliz se alterasse a rota, trocasse de posição com outra pessoa, fosse outro ser qualquer...
Você olha o céu e analisa os pássaros, na sua trajetória maravilhosa, a planar ao vento com o sol a brilhar sobre suas penas...
É delicioso ser pássaro, pensa você.
Volve os olhos ao mar e analisa os peixes, com suas cores diversas, tamanhos variados e pensa na maravilha que é nadar no recife entre os corais, na água tépida...
Seria tão bom ser peixe..., pensa você.
Observa árvores gigantescas, arbustos, plantas, flores e frutos à disposição dos seres selvagens.
E pensa que não seria nada mau ser um tigre a desfrutar da liberdade, a correr leve e solto, sem peias, sem amarras...
Volta seu olhar para o seio da terra e vê seres que cavam tocas profundas, bem feitas e, embora ache escuro, observa os seres que lá habitam e medita que não seria nada ruim habitar as entranhas da terra...
Volve seu olhar a todos esses seres que habitam o planeta e analisa prós e contras, e percebe cada um com um pedacinho do céu.
E assim é a vida de cada um de nós: diferente, formando habilidades múltiplas, desenvolvendo aptidões diversas, com prós e contras.
Mas, assim como o pássaro não pode nadar, o peixe habitar a selva nem o tigre voar, cada um tem um pedacinho do céu em suas vidas.
Saiba verificar qual é o seu pedaço do céu. Não ambicione o céu alheio.
É possível que você não esteja preparado para vivenciar a realidade alheia.
Talvez lhe falte envergadura. Talvez lhe sobre possibilidades.
E não há nada pior do que estar no lugar errado, na hora errada.
Conscientize-se de que você tem o pedaço do céu que merece e que tem a capacidade de desfrutar.
De que adiantaria o pôr-do-sol mais esplendoroso para quem não pode enxergar?
Viva o seu momento, na certeza de que a vida futura lhe reserva experiências diferentes, mestres diferentes e, sobretudo, o pedaço do céu que lhe pertence...
Pense nisso!
Este é o seu momento de crescer, de produzir, de colaborar com o Criador exatamente onde ele o colocou.
Seja feliz no seu pedacinho do céu, que é único e é seu!
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito Stephano, psicografada por Marie-Chantal Dufour Eisenbach, na Sociedade Espírita Renovação, no dia 23/05/2005.
por LÍVIA LAMBLET * 7:06 AM
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[Sábado, Janeiro 14, 2006]
SE SEMEIAS
Francisco Malhão
Se semeias com amor, não te espante a terra eriçada de espinhos...
Que seria da lavoura sem o arado firme e prestimoso, que opera a renovação? Que seria da vida, sem a persistência da boa-vontade?
Ergue-te cedo, cada dia, e espalha os grãos do entendimento e do serviço.
Provavelmente, surgirão, cada hora, mil surpresas inquietantes.
As ruínas conseqüentes do temporal, o bote da serpe oculta, os seixos pontiagudos da estrada, a soturna visão do pântano, a guerra sem tréguas contra os animálculos daninos, os calos dolorosos das mãos e dos pés, a expectativa torturante, são o que vive em sua luta diária o semeador que se decide a trabalhar...
Recompensas? Não aguardes a remuneração da Terra.
O mundo está repleto de bocas famintas que devoram o pão, sem cogitar dos sacrifícios ou das lágrimas que lhe deram origem.
Enquanto peregrinares entre os homens, o teu prêmio virá do perfume das flores, da luminosa vestidura da paisagem ou do caricioso beijo do vento.
Se semeias com amor, não indagues de causas.
Consagra-te ao esforço do bem, para que o solo se renove e produza.
Compadece-te da terra sem água.
Não desampares o deserto.
Não te irrite o charco.
Ajuda sempre.
A felicidade vem do amor, o progresso vem da cooperação.
A lavoura do espírito é semelhante ao amanho do campo.
Auxilia sem cessar...
Se semeias com amor, jamais desanimes, porque se é teu o trabalho do plantio, a semente, o crescimento e a frutificação pertencem ao Divino Semeador, que nunca se cansa de semear.
Livro "Falando à Terra" - Psicografia Francisco Candido Xavier - Espíritos Diversos
por LÍVIA LAMBLET * 5:20 PM
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ENTENDAMO-NOS
"Mas, sobretudo, tende ardente caridade uns para com os outros." Pedro. (I PEDRO, 4:8.)
Não existem tarefas maiores ou menores. Todas são importantes em significação.
Um homem será respeitado pelas leis que implanta, outro será admirado pelos feitos que realiza. Mas o legislador e o herói não alcançariam a evidência em que se destacam, sem o trabalho humilde do lavrador que semeia o campo e sem o esforço apagado do varredor que contribui para a higiene da via pública.
Não te isoles, pois, no orgulho com que te presumes superior aos demais.
A comunidade é um conjunto de serviço, gerando a riqueza da experiência. E não podemos esquecer que a harmonia dessa máquina viva depende de nós.
Quando pudermos distribuir o estímulo do nosso entendimento e de nossa colaboração com todos, respeitando a importância do nosso trabalho e a excelência do serviço dos outros, renovar-se-á a face da Terra, no rumo da felicidade perfeita.
Para isso, porém, é necessário nos devotemos à assistência recíproca, com ardente amor fraterno...
Amemos a nossa posição na ordem social, por mais singela ou rudimentar, emprestando ao bem, ao progresso e à educação as nossas melhores forças.
Seremos compreendidos na medida de nossa compreensão.
Vejamos nosso próximo, no esforço que despende, e o próximo identificar-nos-á nas tarefas a que nos dedicamos.
Estendamos nossos braços aos seres que nos cercam e eles nos responderão com o melhor que possuem.
O capital mais precioso da vida é o da boa-vontade.
Ponhamo-lo em movimento e a nossa existência estará enriquecida de bênçãos e alegrias, hoje e sempre, onde estivermos.
Emmanuel/Chico Xavier
Livro "Fonte Viva" - 1956
Questão 122, páginas 277 e 278.
Federação Espírita Brasileira
por LÍVIA LAMBLET * 9:20 AM
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[Sexta-feira, Janeiro 06, 2006]
RICAMENTE
"A palavra do Cristo habite em vós, ricamente..." - Paulo. (COLOSSENSES, 3:16.)
Dizes confiar no poder do Cristo, mas, se o dia aparece em cores contrárias à tua expectativa, demonstras deplorável indigência de fé na inconformação.
Afirmas cultivar o amor que o Mestre nos legou, entretanto, se o companheiro exterioriza pontos de vista diferentes dos teus, mostras enorme pobreza de compreensão, confiando-te ao desagrado e à censura.
Declaras aceitar o Evangelho em sua simplicidade e pureza, contudo, se o Senhor te pede algum sacrifício perfeitamente compatível com as tuas possibilidades, exibes incontestável carência de cooperação, lançando reptos e solicitando reparações.
Asseveras procurar a Vontade do Celeste Benfeitor, no entanto, se os teus caprichos não se encontram satisfeitos, mostras lastimável miséria de paciência e esperança, arrojando teus melhores pensamentos ao lamaçal do desencanto.
Acenderemos, porém, a luz, permanecendo nas trevas?
Daremos testemunho de obediência, exaltando a revolta?
Ensinaremos a serenidade, inclinando-nos à desesperação?
Proclamaremos a glória do amor, cultivando o ódio?
A palavra do Cristo não nos convida a marchar na fraqueza ou na lamentação, como se fôssemos tutelados da ignorância.
Segunda a conceituação iluminada de Paulo, a Boa Nova deve irradiar-se de nossa vida, habitando a nossa alma, ricamente.
Emmanuel/Chico Xavier
Livro "Fonte Viva" - 1956
Questão 125, páginas 283 e 284.
Federação Espírita Brasileira
por LÍVIA LAMBLET * 8:38 AM
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[Quarta-feira, Janeiro 04, 2006]
Não acredito na virgindade de Maria
José Medrado - Salvador - Bahia
Antes mesmo de você começar a vociferar contra mim, sugiro que me acompanhe nos próximos três ou quatro artigos, onde procurarei fazer um estudo sobre a origem do equívoco que verificaremos na associação do sexo ao pecado, na elaboração de uma cultura de culpa, tendo a sexualidade como vilã. Onde tudo para ser limpo precisava estar apartado do ato sexual.
Basearei minhas considerações nos extraordinários estudos da História de Voltaire Shilling, buscando os seus apontamentos e me servindo sempre da Ciência como fato gerador do conhecimento e da verdade, como instrumento de libertação, como, aliás, o próprio Cristo vaticinara.
Controle um pouco o seu preconceito e me acompanhe.
Impressionados pela liberalidade sexual e vocação orgiástica da elite greco-romana, ainda majoritariamente não-cristã, tendo como fundo de verificação as tradicionais bacanais (culto pagão em comemoração ao deus Baco), geradoras de todo o tipo de orgias, os apologistas cristãos daqueles primeiros tempos precisavam fazer uma grande ruptura de valores sociais-pagãos, a fim deixar bastante claro que a propositura daquela nova ordem moral (não religiosa ¿ registre-se) deixasse clara uma distância em relação aos deuses e ritos pagãos e inspirados pelos solitários "homens do deserto", eremitas e anacoretas, tidos como sábios e acima das iniqüidades humanas. Inauguram uma política de completo repúdio ao sexo. Esse radicalismo - enfatizado pelas epÍstolas Paulinas - acentuou-se pela prática da abstinência carnal, transformando-se num atrativo tão forte para novos seguidores como o martírio dos crentes nas arenas romanas. Enquanto estes davam suas entranhas para as feras devorarem, outros abandonavam as práticas sexuais para sempre. O martírio e a castidade eram faces diferentes da mesma moeda: demonstrar a sua conversão e evidenciar a sua força de adesão, através do controle absoluto da sua vontade e disciplina em se buscar ¿o puro¿.
Havia muito simbolismo atrás disso tudo. Não só a busca da perfeição atrás do "coração simples", mas uma nova visão do ser humano, na qual ele somente poderia se manter na pureza com que saiu das mãos do Criador permanecendo ¿limpo¿ ou intocado.
Existia uma grande propaganda do ascetismo - uma forma peculiar de manifestar abertamente seu protesto e desprezo pela época em que viviam, por sua excessiva conscupsciência, sua impiedade, libertinagem e crueldade pagã. Ser asceta significava estar acima da sujeira humana, onde tudo se escondia de maligno: Era indispensável uma nova ordem de valores, que distinguisse o antes e o depois do Cristo. Ainda que em nenhum momento Jesus fez qualquer menção ao sexo como ¿pecado¿, muito pelo contrário, deixando claro no episódio da mulher adúltera a sua compaixão para com os que caem, desafiando, inclusive, aos que se julgavam sem pecado a atirarem a primeira pedra.
Parte II
Propus a você no artigo anterior a me acompanhar nas digressões acerca da leitura que o sexo passou a ter depois da partida de Jesus, apoiando-me na História por Schilling.
Vimos que o principal motivo para se criar uma moral diferente era o de se estabelecer uma forte ruptura com os padrões sociais pagãos tão em voga na maioria não cristã.
Busca-se o ascetismo.
O domínio da sexualidade é comparável ao enfrentamento com as feras nas arenas romanas.
Surge, neste momento, no entanto, um grande problema: como enfrentariam os pregadores da nova fé a necessidade de manter um dos princípios básicos do cristianismo aceitos na forma do "crescei e multiplicai-vos" sem considerar a atração ou o prazer sexual?
Passam-se cerca de quatro séculos, onde a pregação era mantida, de louvação à pureza do corpo, como reflexo da alvinescença da alma. Todavia as discussões prosseguiam, sempre.
Tentando resolver esse conflito S. Agostinho, bispo de Hipona, no norte da África, terminou por gerar sua doutrina sobre o casamento, o sexo e a privação carnal. Donde viria, indagava ele, essa miséria que nos cerca, essa corrupção, essas heresias e a crassa maldade? Existia na sociedade, concluiu ele, uma mancha inapagável motivada pelo pecado original, advindo do impulso sexual, que atormentava o homem até a morte. Essa era a maldição que acompanhava Adão e Eva e seus descendentes desde a queda do Paraíso.
Santo Agostinho afirmava que deveríamos tentar voltar à situação paradisíaca, onde não havia tensão entre o impulso e o ato sexual. Foi a partir da danação dos nossos pais primevos que essa desgraça começou. Aqui me permito pontuar que a Doutrina Espírita não concebe Adão e Eva como os primeiros seres humanos, mas como uma raça que veio para este Planeta Terra, pois não estava conseguindo acompanhar a evolução do seu próprio mundo.
Se após Caim ter matado Abel, só ficaram Adão, Eva e Caim, que mulher é aquela com quem teve um filho e que população é aquela para quem fundou uma cidade, já que a Bíblia diz que o primeiro casal foi Adão e Eva, e não há relato de mais outras pessoas nessa época? (Gênesis 4-5)
Voltemos a Santo Agostinho, parecia-lhe que o casamento, a relação sexual e o Paraíso eram incompatíveis. Desse modo, a sexualidade permanecia como o indicador da queda do homem, do seu triste declínio da anterior situação angelical, fazendo com que deslizasse para baixo, para a natureza física, e desta para a sepultura. Está certo que os casais deveriam se preocupar em gestar filhos, mas que o fizessem conscientes de que estavam cometendo um ato de rebaixamento. Era algo necessário, porém degradante, que deveria ser praticado sob os acordes de uma intensa melancolia.
Santo Agostinho é considerado um dos maiores teólogos da Igreja Católica, logo os seus princípios e fundamentações estão ecoando até hoje, influenciando os menos avisados a uma postura meramente passiva, na absorção de conhecimento que vai até ao famigerado ¿mistérios da fé¿. Ou seja o que não se entende, aceita-se e pronto. Não.
Parte III
Vimos no artigo anterior que Santo Agostinho foi fator decisivo para se associar a idéia de pecado ao sexo. Ele próprio sofreu frustrações amorosas; talvez tenha sido isto. Somos produtos das nossas vivências e experiências. "Assim, Agostinho introduziu entre os cristãos uma definitiva nódoa de consciência culpada quando faziam sexo ou tinham sentimentos e impulsos prazerosos. Trouxe para dentro dos lares e para os leitos conjugais uma sombra de coisa maligna, de impureza, perversão e vÃcio, que arruinou a vida de incontáveis casais, para quem o sexo passou a ser associado a um "presente do demônio", ou um discordium malum, um princípio de discórdia alojado no interior de cada um desde a Queda. Opôs definitivamente a Carne a Deus!" como bem afirmou Schilling.
Talvez uma das maneiras de se entender essa verdadeira perseguição ao sexo por Santo Agostinho, seja o seu pessoal trauma na vivência da sexualidade, isto porque ele foi um renegado do erotismo, como disse acima. Foi abjurado das suas paixões sensuais pregressas, votou intenso ódio ao que, no passado, o atraiu, lamentando ter desperdiçado nele tanta energia. Ele mesmo não negou ter sido dominado na sua juventude por uma intensa voluptuosidade, pela lascívia, a ponto de que, em determinado momento, quando pediu a Deus que o fizesse casto, acrescentou... "mas não ainda". E foi mais longe: "A presença do impulso sexual nos seres humanos era a marca da corrupção da nossa natureza. Tratava-se de uma perversidade intrínseca que, tal uma erva daninha espalhada numa pradaria, jamais poderia ser removida de todo.
Santo Agostinho explicava a maldade como resultante desse tumor sensual e dissoluto existente em todos nós, provocador de uma desordem crônica nas nossas relações, que o tempo inteiro nos perturba com suas poluções, com seus sonhos inconvenientes, incestuosos, inconfessáveis. Não havia dieta ou jejum que nos salvasse ou nos libertasse dele, acompanhando-nos até na velhice e no encarquilhamento, como uma cicatriz não sarada do nosso passado libidinoso e pecador".
Ora, toda a história antiga dos princípios doutrinários católicos se estribaram exatamente nesta renegação do sexo, logo nada mais justificável que desassociar a mãe de Jesus, do Messias, desta "pocilga" de volúpia, de depravação, sob esta ótica distorcida, de quem, naturalmente, se via enclausurado nos seus próprios desajustes sexuais.
Santo Agostinho é dos pais e timoneiros do corpo doutrinário da Igreja de Roma, considerado até hoje um Doutor da Igreja. Quem dentro dela, então, rejeitaria tais considerações? Surge Juliano, bispo de Eclanum, que considera o trabalho de Agostinho um desserviço à causa da Igreja, do sexo e do casamento, assentados na busca do equilíbrio.
Parte IV
Houve chilique de toda natureza, ataques pessoais e ao que faço, incentivos, estímulos... Ocorreu de tudo, mas o importante é a minha consciência tranqüila, pois exerci, respaldado no Artigo V, da Constituição Federal, em seu Item IV ¿ ¿é livre a manifestação do pensamento, ...¿, bem como no seu item VI: ¿- é inviolável a liberdade de consciência e de crença, ...¿, o meu direito a discordar de um dogma religioso.
Registre-se, por oportuno, a ratificação do caráter democrático e isento da linha editorial de A TARDE que, em momento algum, me recomendou seja o que for.
Aprendi com a vida e com o tempo que homens com argumentos discutem idéias e conceitos, mas quem não os tem combate, agride pessoas, deixando à mostra os seus desencontros íntimos, interiores.
Todavia, reafirmo com todas as letras que a doutrina Kardecista, que é calcada em uma fé raciocinada, não comunga, não aceita o caráter virginal da concepção de Jesus, pois fere todo o princípio humano natural da vida na Terra.
Levanto ainda o condicionamento oferecido por Agostinho: ¿Se com o nascimento de Jesus se houvesse corrompido a integridade da mãe, não haveria nascido de uma virgem, e portanto, toda a Igreja professaria falsamente que havia nascido de uma virgem". Cientificamente, é possível uma concepção virginal, mas e depois do nascimento?
São sete os textos de Novo Testamento que mencionam irmãos de Jesus: Mc 6,3; Mc 3, 31-35; Jo 2, 12; 7, 2-10; At 1, 14; Gl 1, 19; 1Cr 9,5. Chamavam-se, conforme Mc 6,3; Mt 13, 55s: Tiago, José, Judas e Simão.
Jesus ainda afirma em Mt, 5, 17-18: ¿Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas, não os vim destruir, mas cumpri-los.¿. Ora, Jesus aí fala em duplo sentido: um em relação a Moisés, mas o outro, seguramente, em direção à própria vida, com a sua lei natural. Assim, Jesus se fez homem como qualquer um de nós, logo não desqualificou a forma natural de vir a este Mundo, pois demonstrou inclusive no local de seu nascimento que queria ser um simples, um humilde homem.
Absolutamente, não vejo demérito algum em Maria ter concebido Jesus de um ato sexual natural, com muito amor, com o seu esposo, companheiro. Penso ai estar a sua magnanimidade, pois mulher comum, destaca-se com tamanha grandeza ao ponto vir a ser oferecida, por Jesus, como mãe da humanidade.
Caro leitor, guardando as devidas diferenças, mas quem não vai ter em sua doce mãe desta Terra um símbolo de abnegação, luta, ternura, amor, mesmo tendo ela feito sexo com os nossos pais? Onde o sujo, o pecaminoso de nossas mães? A minha foi um exemplo de tudo, meu ídolo.
O que santificou Maria não foi o seu estado físico, mas a sua pureza de alma, a sua virgindade de maus sentimentos. Fez-se Senhora de todos nós pela essência de sua alma, grandeza do seu ser espiritual, angelitude de seus ideais.
O ser não se torna especial porque veio de maneira especial. Não. O ser se torna especial, pois se destaca do comum, arrebatando-se a si mesmo de fulgurante amor, a ponto de se doar a uma causa, de fazer a diferença com o seu pensar, falar e agir.
Ave Cristo, salve Maria
por LÍVIA LAMBLET * 9:56 AM
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[Domingo, Janeiro 01, 2006]
REMORSO
Sílvia Serafim
Os que trazem o coração qual se fosse vaso de fel no peito, jamais devem tomar da pena para extravasar amargura; entretanto, há feridas que, expostas, podem evitar a eclosão de outras feridas, e aflições que, desabafadas, consolam os que padecem.
Reencontrar a vida, além da morte, para quem julgou o túmulo simples amontoado de cinzas, dentro da noite indevassável do nada, é castigo pior que a miséria...
É preciso haver de todo perdido a razão para despenhar-se alguém no extremo desespero de acometer a verdade, como se as trevas pudessem investir contra a luz. Orgulho e cegueira! Como não enxergar as mãos de Deus, nos menores trilhos do mundo, amparando-nos a alma frágil e desafiando-nos, com doçura, a escalar os íngremes e empedrados caminhos que conduzem à perfeição?!
Formei nas fileiras dos que se pavoneiam de fortes, sendo fracos, e que se presumem justos quando não passam de instrumentos da injustiça, e rolei no vale fundo e sombrio do sofrimento, presa de meus próprios conflitos interiores.
Não venho romancear o drama triste de minha peregrinação ced9o cortada para a multiplicação de minhas dores. Venho rogar aos infelizes que não rejeitem o remédio oferecido pela consolação religiosa e pedir aos grandes infortunados, que já não possuem a fé, não recusarem a esperança no amanhã, que é sempre uma surpresa capaz de restituir-lhes a coragem e a confiança.
Ninguém procure a morte antes do dia em que ela mesma, convertida em anjo piedoso, lhe venha trazer alívio e renovação.
Ela deve constituir o ensinamento derradeiro na escola da experiência humana. Compete-nos aguardá-la, com paciência e valor, sem o risco de desequilibrarmos a nossa alma provocando-lhe a foice.
Perguntar-me-ão, provavelmente, se não existe aqui bálsamo para as nossas chagas, e compaixão divina para as nossas fraquezas. Responderei que sim, que há medicamento pra as nossas enfermidades e socorro celeste para os nossos gemidos, mas o nosso agradecimento pelos bens recebidos mistura-se à vergonha pelos males que praticamos; vergonha de haver menosprezado as sugestões da consciência e enceguecido a razão, a favor dos interesses pequeninos de nosso ¿eu¿ desvairado, contra as possibilidades de aprimoramento e elevação da nossa individualidade eterna.
Agora compreendo a imposição fatal da lágrima no mundo: o sofrimento é criação nossa, fogueira constante em que buscamos consumir os resíduos de nossas imperfeições...
Ó Deus, socorre o entendimento das criaturas, favorecendo-lhes a penetração na realidade! Ao toque de Teu Amor, o homem reconhecerá, enfim, a grandeza da Lei!...
A estrada luminosa da evolução e da redenção está aberta.
Bem-aventurados os que a percorrerem, aceitando o obstáculo por lição e a dor por mestra, porque no dia em que se despedirem da carne terão encontrado, em verdade, a grande libertação!...
Livro ¿Falando à Terra¿ ¿ Psicografia Francisco Candido Xavier ¿ Espíritos Diversos
por LÍVIA LAMBLET * 7:26 AM
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[Quinta-feira, Dezembro 22, 2005]
SAÚDE
Joaquim Murtinho
Se o homem compreendesse que a saúde do corpo é reflexo da harmonia espiritual, e se pudesse abranger a complexidade dos fenômenos íntimos que o aguardam além da morte, certo se consagraria à vida simples, com o trabalho ativo e a fraternidade legitima por normas de verdadeira felicidade.
A escravização aos sintomas e aos remédios não passa, na maioria das ocasiões, de fruto dos desequilíbrios a que nos impusemos.
Quanto maior o desvio, mais dispendioso o esforço de recuperação. Assim, também, cresce o número das enfermidades à proporção que se nos multiplicam os desacertos, e, exacerbadas as doenças, tornam-se cada vez mais difíceis e complicados os processos de tratamento, levando milhões de criaturas a se algemarem a preocupações e atividades que adiam, indefinidamente, a verdadeira obra de educação que o mundo necessita.
O home é inquilino da carne, com obrigações naturais de preservação e defesa do patrimônio que temporariamente usufrui.
Não se compreende que uma pessoa instruída amontoe lixo e lama, ou crie insetos patogênicos no próprio âmbito doméstico.
Existe, no entanto, muita gente de boa leitura e de hábitos respeitáveis que não se lhe dá atochar dos mais vários tóxicos a residência corpórea e que não acha mal no libertar e cólera e a irritação, de minuto a minuto, dando pasto a pensamentos aviltantes, cujos efeitos por muito tempo se fazem sentir na vida diária.
Sirvamo-nos deste símbolo, para estender-nos em mais simples considerações. Se sabemos imprescindível a higiene interna da casa, por que não movermos o espanador da atividade benéfica, desmanchando as teias escuras das idéias tristes? Por que não fazer ato salutar do uso da água pura, em vasta escala, beneficiando os mais íntimos escaninhos do edifício celular e atendendo igualmente ao banho diário, no escrúpulo do asseio? Se nos desvelamos em conservar o domicílio suficientemente arejado, por que não respirar, a longos haustos, o oxigênio tão puro quanto possível, de modo a facilitar a vida dos pulmões?
Quem construa uma habitação, cogita, não somente bases sólidas, que a suportem, senão da orientação, de tal jeito que a luz do sol a envolva e penetre profundamente; jamais voltaria esse alguém a situar o ambiente doméstico numa caverna de troglodita.
Analogamente, deve o homem assentar fundamentos morais seguros, que lhe garantam a verdadeira felicidade, colocando-se, no quadro social onde vive, de frente voltada para os ideais luminosos e santificantes, de modo que a divina inspiração lhe inunde as profundezas da alma.
Freqüentemente a moradia das pessoas cuidadosas e educadas se exorna, em seu derredor, de plantas e de flores que encantam o transeunte, convidando-o à contemplação repousante e aos bons pensamentos.
Por que não multiplicar em torno de nós os gestos de gentileza e de solidariedade, que simbolizam as flores do coração?
Ninguém é tentado a descansar ou a edificar-se em recintos empedrados ou espinhosos.
Assim também, a palavra agradável que proferimos ou recebemos, as manifestações de simpatia, as atitudes fraternais e a compreensão sempre disposta a auxiliar, constituem recursos medicamentosos dos mais eficientes, porque a saúde, na essência, é harmonia de vibrações.
Quando nossa alma se encontra realmente tranqüila, o veículo que lhe obedece está em paz.
A mente aflita despede raios de energia desordenada que se precipitam sobre os órgãos à guisa de dardos ferinos, de conseqüências deploráveis para as funções orgânicas.
O homem comumente apenas registra efeitos, sem consignar as causas profundas.
E que dizer das paixões insopitadas, das enormes crises de ódio e de ciúme, dos martírios ocultos do remorso, que rasgam feridas e semeiam padecimentos inomináveis na delicada constituição da alma?
Que dizer relativamente à hórrida multidão dos pensamentos agressivos duma razão desorientada, os quais tanto malefício trazem, não só ao indivíduo, mas, igualmente, aos que se achem com ele sintonizados?
O nosso lar de curas na vida espiritual vive repleto de enfermos desencarnados. Desencarnados embora, revelam psicoses de trato difícil.
A gravitação é lei universal, e o pensamento ainda é matéria em fase diferentes daquelas que nos são habituais. Quando o centro de interesses da alma permanece na Terra, embalde se lhe indicará o caminha das alturas.
Caracteriza-se a mente também, por peso específico, e é na própria massa do Planeta que o homem enrodilhado em pensamentos inferiores se demorará, depois da morte, no serviço de purificação.
Os instrutores religiosos, mais do que doutrinadores, são médicos do espírito que raramente ouvimos com a devida atenção, enquanto na carne.
Os ensinamentos da fé constituem receituário permanente para a cura positiva das antigas enfermidades que acompanham a alma, século trás séculos.
Todos os sentimentos que nos ponham em desarmonia com o ambiente, onde fomos chamados a viver, geram emoções que desorganizam, não só as colônias celulares do corpo físico, mas também o tecido sutil da alma, agravando a anarquia do psiquismo.
Qualquer criatura, conscientemente ou não, mobiliza as faculdades magnéticas que lhe são peculiares nas atividades do meio em que vive. Atrai e repele. Do modo pelo qual se utiliza de semelhantes forças depende, em grande parte, a conservação dos fatores naturais de saúde.
O espírito rebelde ou impulsivo que foge às necessidades de adaptação, assemelha-se a um molinete elétrico, armado de pontas, cuja energia carrega e, simultaneamente, repele as moléculas do ar ambiente; assim, esse espírito cria em torno de si um campo magnético sem dúvida adverso, o qual, a seu turno, há de repeli-lo, precipitando-o numa ¿roda-viva¿ por ele mesmo forjada.
Transformando-se em núcleo de correntes irregulares, a mente perturbada emite linhas de força, que interferirão como tóxicos invisíveis sobre o sistema endocrínico, comprometendo-se a normalidade das funções.
Mas não são somente a hipófise, a tireóide ou as cápsulas supra-renais as únicas vítimas da viciação. Múltiplas doenças surgem para a infelicidade do espírito desavisado que as invoca. Moléstias como o aborto; a encefalite letárgica, a esplenite, a apoplexia cerebral, a loucura, a nevralgia, a tuberculose, a Coréia, a epilepsia, a paralisia, as afecções do coração, as úlceras gástricas e as duodenais, a cirrose, a icterícia, a histeria e todas as formas de câncer podem nascer dos desequilíbrios do pensamento.
Em muitos casos, são inúteis quaisquer recursos medicamentosos, porquanto só a modificação do movimento vibratório da mente, à base de ondas simpáticas, poderá oferecer ao doente as necessárias condições de harmonia.
Geralmente, a desencarnação prematura é o resultado do longo duelo vivido pela alma invigilante; esses conflitos prosseguem na profundeza da consciência, dificultando a ligação entre a alma e os poderes restauradores que governam a vida.
A extrema vibratilidade da alma produz estados de hipersensibilidade, os quais, em muitas circunstâncias, se fazem seguir de verdadeiros desastres organopsíquicos.
O pensamento, qualquer que seja a sua natureza, é uma energia, tendo, conseguintemente, seus efeitos.
Se o homem cultivasse a cautela, selecionando inclinações e reconhecendo o caráter positivo das leis morais, outras condições, menos dolorosas e mais elevadas, lhe presidiriam à evolução.
É imprescindível, porém, que a experiência nos instrua individualmente. Cada qual em seu roteiro, em sua prova, em sua lição.
Com o tempo aprenderemos que se pode considerar o corpo como o ¿prolongamento do espírito¿, e aceitaremos no Evangelho do Cristo o melhor tratado de imunologia contra todas as espécies de enfermidade.
Até alcançarmos, no entanto, esse período áureo da existência na Terra, continuemos estudando, trabalhando e esperando.
Livro ¿Falando à Terra¿ ¿ Psicografia Francisco Candido Xavier ¿ Espíritos Diversos
por LÍVIA LAMBLET * 8:14 AM
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[Quarta-feira, Dezembro 21, 2005]
ÀS VOLTAS COM ESPÍRITOS
Não é necessário que alguém acredite na existência de entidades espirituais, para que elas atuem das formas mais diversas na vida das pessoas.
Não se faz indispensável que alguém seja espiritualista, a fim de estar às voltas com as ações de espíritos desencarnados nos caminhos humanos.
É importante lembrar que a humanidade terrena é composta por todos os espíritos que o criador a ela destinou, em razão da lei de afinidades, e os colocou sob a coordenação de Jesus, O Cristo.
Daí, não será difícil compreender que num mundo com tantas potencialidades, com tantos recursos a serem explorados, como é a terra, a grande massa dos espíritos a ele vinculados se acha desencarnada.
Há mais espíritos no plano espiritual do que reencarnados. Isto explica porque o número dos mortais cresceu tanto, através dos séculos.
Vivendo essa realidade de um mundo considerado em dois níveis gerais, o nível dos que estão no corpo físico e o dos que se encontram fora dele, não é surpreendente a constatação de que ocorram influências recíprocas de um nível sobre o outro.
Imensa é a leva de desencarnados que procura contatar os encarnados, seja para ajudar, em qualquer coisa, seja para participar de qualquer tarefa, ou seja para perturbar, de qualquer forma.
Enorme é a massa de encarnados que deseja contatar os desencarnados, seja para pedir uma ajuda banal, seja para vingar-se de desafetos ou seja para rogar um socorro direto em casos complexos.
Há entidades espirituais que gostam somente de fazer o bem, de ajudar para o bem, de participar de qualquer esforço pelo bem.
No entanto, há outras inteiramente voltadas para o contrário, dando vazão as suas inclinações inferiores, ainda não devidamente transformadas.
Uma vez que você sabe disso, observe o tipo de sintonias, de contatos mentais que faz e que deseja fazer com os espíritos.
Analise os conteúdos dos seus pedidos dirigidos ao além e o teor das suas expectativas diante da vida, mantendo a certeza de que quaisquer que sejam suas buscas, alguma entidade espiritual a elas se associará.
As suas decisões quanto ao seu estilo de vida, as suas relações de afeto ou desafeto, ao rumo que dê as suas realizações na faixa da honestidade ou da desonestidade, funcionarão como tomadas ideais para a sua ligação com nobres mensageiros da luz ou com desafortunados agentes da sombra.
Busque a Jesus e una-se a Ele em tudo o que faça. Viva com alegria interior, aprenda a enfrentar e superar problemas sem ódios, sem guardar mágoas de ninguém.
Solte-se. Viva em clima de liberdade espiritual, por conservar o coração e a mente livres de vínculos com espíritos perturbadores.
Busque Jesus e tudo o que se refira ao bem, e esteja certo de usufruir a melhor assistência invisível, atraída por suas felizes predisposições morais.
Pense nisso!
Quando um familiar falece e volta ao mundo dos espíritos, não se torna melhor nem pior do que era quando no corpo físico.
Por essa razão, não o perturbe com pedidos que ele não pode ou não deve atender.
Confie sempre em Deus, Pai de todos nós, e a Ele dirija a sua prece ou o seu pedido.
Mas lembre-se de levar em conta que o Pai conhece nossas necessidades e sempre nos dá o que precisamos, que nem sempre é o que queremos.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 28 do livro Para uso diário, Ed. Fráter Livros Espíritas.
por LÍVIA LAMBLET * 12:16 PM
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[Terça-feira, Novembro 29, 2005]
O ALUNO AGRESSIVO E O PROFESSOR PACIENTE
Havia um aluno muito agressivo e inquieto naquela escola.
Ele perturbava a classe e arrumava freqüentes confusões com os colegas.
Era insolente e desacatava a todos.
Repetia os mesmos erros com freqüência.
Parecia incorrigível.
Os professores não mais o suportavam.
Cogitaram até mesmo de expulsá-lo do colégio.
Antes disso, porém, entrou em cena um professor que resolveu investir naquele aluno.
Todos achavam que era perda de tempo, afinal, o jovem era um caso perdido.
Mesmo não tendo apoio de seus colegas, o professor começou a conversar com aquele jovem nos intervalos das aulas.
No início era apenas um monólogo, só o professor falava.
Aos poucos, ele começou a envolver o aluno com suas próprias histórias de vida e com suas brincadeiras.
De modo gradativo, professor e aluno construíram uma ponte entre seus mundos.
O professor descobriu que o pai do rapaz era alcoólatra e espancava o garoto e sua mãe.
Compreendeu que o jovem, aparentemente insensível, já tinha chorado muito e, agora, suas lágrimas pareciam ter secado.
Entendeu que sua agressividade era uma reação desesperada de quem pedia ajuda.
Só que ninguém, até então, havia decifrado sua linguagem.
Era mais fácil julgá-lo do que entendê-lo.
O sofrimento da mãe e a violência do pai produziram zonas de conflito na memória do rapaz.
Sua agressividade era um eco da violência que recebia.
Ele não era réu, era vítima.
Seu mundo emocional não tinha cores.
Não lhe haviam dado o direito de brincar, de sorrir e de ver a vida com confiança.
Agora estava perdendo também o direito de estudar, de ter a única chance de progredir.
Estava para ser expulso do colégio.
Ao tomar consciência da real situação, o professor começou a conquistá-lo.
O jovem sentiu-se querido, apoiado e valorizado, pela primeira vez na vida.
O professor passou a educar-lhe as emoções.
Ele percebeu, logo nos primeiros dias, que por trás de cada aluno arredio, de cada jovem agressivo, há uma criança que precisa de afeto.
Em poucas semanas todos estavam espantados com a mudança ocorrida.
O rapaz revoltado começou a demonstrar respeito pelos outros.
Abandonou sua agressividade e passou a ser afetivo.
Cresceu e tornou-se um aluno extraordinário.
Tudo isso porque alguém não desistiu dele.
Professores ou pais, todos queremos educar jovens dóceis e receptivos.
Queremos ver brotar diante de nossos olhos as sementes que semeamos.
No entanto, são os jovens que nos desapontam, que testam nossa qualidade de educadores.
São filhos complicados que testam a grandeza do amor dos pais.
São os alunos insuportáveis que testam a capacidade de humanismo dos mestres.
Pais brilhantes e professores fascinantes não desistem dos jovens, mesmo que eles causem frustração e não lhes dêem o retorno imediatamente esperado.
Paciência é o segredo.
A educação do afeto é a meta.
Os alunos que mais decepcionam hoje poderão ser aqueles que mais alegrias nos trarão no futuro.
Basta investir tempo e dedicação a eles.
Pense nisso.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo 5 do livro Pais Brilhantes - Professores Fascinantes, de Augusto Cury, ed. Sextante, 10ª edição.
por LÍVIA LAMBLET * 9:00 AM
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[Terça-feira, Novembro 15, 2005]
EM NOSSAS TAREFAS
". . . não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes." - Paulo. (ROMANOS, 12:16.)
"Não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes" - recomenda o apóstolo, sensatamente.
Muitos aprendizes do Evangelho almejam as grandes realizações de um dia para outro . . .
A coroa da santidade . . .
O poder de cura . . .
A glória do conhecimento superior . . .
As edificações de grande alcance . . .
Entretanto, aspirar só por si não basta à realização.
Tudo, nos círculos da Natureza, obedece ao espírito de seqüência.
A árvore vitoriosa na colheita passou pela condição de arbusto frágil.
A catarata que move poderosas turbinas é um conjunto de fios dágua no nascedouro.
Imponente é o projeto para a construção de uma casa nobre, no entanto, é indispensável o serviço da picareta e da pá, do tijolo e da pedra, para que a arte e reconforto se exprimam.
Abracemos os deveres humildes com devoção ao nosso ideal de progresso e triunfo.
Por mais árdua e mais simples a nossa obrigação, atendemo-la com amor.
A palavra de Paulo é sábia e justa, porque, escalando com firmeza as faixas inferiores do monte, com facilidade lhe conquistaremos o cimo e, aceitando de boa-vontade as tarefas pequeninas, as grandes tarefas virão espontaneamente ao nosso encontro.
Emmanuel/Chico Xavier
Livro "Fonte Viva" - 1956
Questão 118, páginas 269 e 270.
Federação Espírita Brasileira
por LÍVIA LAMBLET * 10:34 AM
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